Ela reclamava o direito de ser encantadora mesmo no mal-tempo.
E dentro do Bookcafé de Porto Alegre, o furacão.
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Gisela, João H., Carol, Pablo, Roberto, Simone e Diego S. |
Não consigo lembrar muito de nada em específico, apenas que falamos até sobre as notícias na TV sobre fetos anencéfalos - o que foi motivo de chacota.
Naquele dia, a nosso modo, celebramos o aniversário de dois excelsos amigos, Carol e Pablo, que completaram idade nesse mês. A Gisela presenteou os dois. Ele ganhou um Alice no País das Maravilhas (Lewis Carroll), e ela, que já é uma Alice por excelência, ganhou um russo... quer dizer, um livro russo... A Dama do Cachorrinho, de Anton Checkhov.
Mas o maior problema dos dias chuvosos não são os espaços abertos interditados, e sim o fato de que o dia finda mais rápido. E como falamos tanto, sempre, o tempo voou. Tivemos de nos despedir e nos separar.
Para aqueles persistentes, contudo, que deixaram o café mas se recusaram a deixar o Encontro em si acabar, ainda restou a alternativa de dar uma caminhada até a Cidade Baixa. Até aí havia espaço para refletir sobre Direito, cidadania, liberalismo e a ambiguidade das relações sociais.
É. Pareceu um dia cheio, não é? Mas, acreditem, a mente das pessoas que lêem é sempre cheia. É para isso que servem os encontros; porque, além de ser uma reunião de amigos, todo leitor precisa e merece dar vazão àquilo que guarda na cabeça, seja uma opinião sobre a realidade que o cerca, um capítulo que venceu, um poema que lhe aflorou, ou uma aventura que viveu.
Não fosse isso, teríamos ido a uma balada, certo?
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